11/01/2009 13:22

É a vida
Meu Mundo Caiu, by Maysa

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim

Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí

Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

enviada por Welington Gonzaga



15/12/2008 23:34
AUTO-OBSERVAÇÃO
O lado hipócrita que não admitimos ter

Certos momentos da nossa vida duram apenas alguns segundos, mas perduram em nossa mente por um bom tempo. No íntimo cada um de nós temos um momento assim. Ao longo da vida, colecionaremos vários. Seja algo do qual tenhamos vergonha ou algo que nos vangloriemos. Não chegam a ser traumas, mas marcam nossa mente de uma maneira especial. Se anotássemos, a cada semana teríamos um desses momentos para arquivarmos. E eu embora sempre tenha tentado ser uma pessoa que não viesse a reparar ou tecer comentários sobre relacionamentos humanos - sejam de amizades, amorosos, etc. - eis que numa passagem na última sexta-feira, compreendi como o ser humano pode ser, sem esforço, idiota. E digo isso fazendo auto-análise comportamental. Diante de uma simples demonstração de carinho entre dois homens ameacei uma gargalhada insana quando eles se cumprimentaram com um beijo no rosto. Em algum lugar na minha mente eu estava achando aquilo estranho. Idiota! Ser condicionado pelo meio! Quando me observei em tal ato, censurei-me. Num outro lugar da mente, gritei para mim mesmo: "Hipócrita!". Em resposta, o silêncio e o desaparecer da ameaça de riso. Alguns minutos depois, um dos protagonistas do beijo anterior cumprimentou outro homem com o mesmo gesto carinhoso. Desta vez, admirei. Foram apenas alguns minutos que se passaram entre a primeira e a última cena, mas o amadurecimento interior foi expressivo como se tivessem passado anos. Dessa maneira, espero a cada semana poder amadurecer um pouco.

enviada por Welington Gonzaga



10/12/2008 12:19
JORNALISMANDO
A sinceridade de uma criança

Há mais de três anos uma professora de informática desenvolve numa escola de Guaxupé um projeto de inclusão digital no qual idosos e crianças compartilham o computador para trocarem informações e conhecimentos digitais. Uma excelente oportunidade para gerações tão distantes - uma nascida tão antes da revolução tecnológica e a outra após o computador ter transformado-se num item de necessidade básica - estarem juntas. Após entrevistar a professora e a terceira idade, fui falar com as crianças. Todas responderam com sinceridade, mas uma delas exagerou.

Eu: Ter uma pessoa mais velha ao seu lado, o que você está achando disso?
Garotinho: Legal!
Eu: Por que?
Garotinho: Por causa que você pode aprender mais coisas.
Eu: Você tem carinho com as pessoas mais velhas?
Garotinho: Eu tenho.
Eu: Por que?
Garotinho: Por causa que elas... ainda são... assim, tipo... na beira, assim... quase morrendo.


Assim que o garotinho soltou essa preciosidade, logo veio uma professora correndo na minha direção e perguntou em surdina: Você vai editar isso, né!? Lembrar desse momento é sempre engraçado. O triste é saber que tenho isso gravado em vídeo e não posso disponibilizar na rede. Ética jornalística acima de tudo! Um bom jornalista não deve entregar suas fontes. (rs) Maldita ética!

enviada por Welington Gonzaga



09/12/2008 22:36
RAPIDINHA

Um dos maiores prazeres de quem trabalha com jornalismo é poder não vivenciar uma rotina. Não que ela não exista de fato. Existe, mas é diferente das demais rotinas – imagino. Há tarefas que se repetem todos os dias, mas, mesmo assim, não implicam numa rotina. Quem tem o privilégio de trabalhar na rua, fazer reportagens e entrar em contato com o povo entende o que é não ter uma rotina no trabalho. Algumas vezes, pautas que num primeiro momento parecem desinteressantes mostram-se capazes de melhorar o dia de um profissional da comunicação. Instantaneamente, pode até ser que seja uma espécie de “preconceito com pautas”, mas o conselho é nunca julgar uma pauta até o momento da apuração. Um jornalista pode se mostrar competente ao receber uma pauta “desinteressante” e potencializá-la em campo. Claro que, algumas vezes, nem mesmo um olhar jornalístico com excelente foco consegue uma boa notícia – principalmente se houver algum tipo de pressão superior. Mas isso é uma outra questão. Através de uma análise mais profunda, talvez seja mais adequado entender que existe sim uma rotina, mas ela é “recheada” de surpresas. Exemplo disso aconteceu no começo do mês passado: cheguei à redação e fui incumbido de apurar a exposição de uma artista plástica no foyer do Teatro Municipal. Durante o trabalho, enquanto a entrevistada não chegava, pedi ao cinegrafista para tirar as imagens das obras e gravei a passagem (para quem não sabe, aquele texto em que o repórter aparece na matéria). E para provar que repórter não tem rotina, eis que, entre uma passagem e outra, um visitante diferente apareceu na exposição. Assim como diz o título desse texto, deu macaco na apuração: um pequeno animal que habita as árvores da Avenida Conde Ribeiro do Valle, no centro de Guaxupé, resolveu prestigiar as obras que estavam na exposição. Diante da movimentação o animal ficou assustado e tentou fugir. Após muita insistência (e quedas), finalmente conseguiu voltar para sua morada natural. Ficou curioso? Clique aqui pra ver as peripécias do macaco.

enviada por Welington Gonzaga



27/10/2008 21:02

EXPERIMENTAÇÃO
Produção audiovisual em família

Após superar a diferença dos objetivos cinematográficos da idade, eis que se arriscaram numa experiência audiovisual: a irmã e o irmão. De um lado uma atriz mirim iniciante e, do outro, um aspirante a diretor com leve tendência para manipulação e controle da consanguínea. Tudo pela arte! Na verdade, o início desse projeto nem foi tanto por amor à arte, mas sim o resultado do ócio que abatia o irmão, um jornalista recém-formado que enfrentava dificuldades para inserir-se no mercado de trabalho. Sua intenção era continuar comunicando, por mais que fosse de maneira experimental e com nenhum compromisso social. Foi assim que, numa manhã de desemprego, elenco e direção reuniram-se no quintal da casa suburbana. De aparato técnico tinham apenas um tecido azul para chroma key e uma câmera digital capaz de capturar áudio e vídeo. De pós-produção, um software em versão trial e o Google como fonte de imagens para o falso cenário. Após a tempestuosa chuva de idéias, nasceu o roteiro. Nada muito original ou inovador, mas o produto de uma brincadeira. Um roteiro no qual ambos realizaram seus sonhos: uma de ser princesa e outro de ser diretor cinematográfico. E como brincadeira que é, o curta experimental "A Princesa Maria Paula" deve ser apreciado com carinho. Um filme que, pela inocência de uma criança, chega a ser quase biográfico.



enviada por Welington Gonzaga



18/06/2008 01:57
EXPRIMINDO
Disparidades de uma brincadeira

Estavam o irmão e a irmã na sala de casa. Um adulto e a outra criança. Entre uma brincadeira e outra que o irmão aceitava para entreter a irmã, surgiu uma nova idéia.
Vamos mudar de brincadeira? - propôs o irmão.
Vamos! - respondeu a irmã.
Que tal brincarmos de cinema? - disse o irmão pensando já na produção de um roteiro.
Vamos sim! Você vai ser o pipoqueiro!


enviada por Welington Gonzaga






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